Pensem bem antes de escrever

Todos já estão carecas de saber que a internet, além de ter sido uma revolução na informática, é também uma arma. É uma arma no quesito informação, pois, diariamente, milhares de informações são distribuídas pela rede até mesmo antes de sair em jornais e noticiários. Tais conteúdos também podem prejudicar pessoas poderosas e até mesmo torná-las famosas.

Leitor: Mas o que o texto acima tem a ver com o propósito desse blog?

R.: Atualmente, o blog é uma das principais armas de informação na internet. A blogosfera já sofreu acusações, ameaças e até possíveis problemas na justiça. Eu conheço pessoas que já passaram por isso.

Leitor: Mas onde você quer chegar com essa ladainha toda?

R.: Que pensem muito antes de escrever algo na internet, em revistas, livros, agendas, relatórios, mesas, árvores, cadeiras, paredes, túmulos e até mesmo no corpo.

Leitor: Está de sacanagem comigo? Me fazendo ler essa besteira toda e ainda não entrou no que interessa?

R.: Ontem, li um artigo sobre POO (Programação Orientada a Objetos) em uma revista de tecnologia e tive a conclusão de que o autor foi infeliz em expor suas opiniões. Ele não citou nem explicou as principais características da orientação a objetos e em todo o artigo o autor simplesmente fugiu do foco.

Estou sendo radical em apontar erros somente no autor. Quando algum artigo de sua autoria é publicado em alguma revista, deve ser porque o mesmo passou pelas seguintes fases: proposta, análise e correção.

Explicando as fases

Proposta

Você envia a sua proposta, que pode ser um artigo, uma série de artigos ou até mesmo uma nota rápida (coluna, participação especial, etc.). Esta será analisada pela editora, a qual verificará o propósito, a importância e a necessidade do tema.

Análise

Nesse passo a sua proposta já foi aceita e será analisada por profissionais técnicos da editora, que irão corrigir seus erros gramaticais, semânticos e técnicos.

Correção

As correções são, então, enviadas para o autor, que deverá corrigir o artigo e reenviá-lo para a editora.

obs.: Como nunca trabalhei numa editora e nem conheço o processo de diagramação, correção e fechamento, acredito que existam mais passos fora estes.

Conclusão

Você deve consultar livros, a internet e profissionais da área para se certificar que está indo pelo caminho certo. Não achou em livros e na internet? Seja humilde e peça ajuda aos seus amigos. Somente publique artigos se tiver a certeza de que aquilo que está sendo dito está correto.

4 Comments

  1. Realmente não consigo imaginar como o artigo foi publicado, onde estava o editor? :)
    Mas sério, se fosse apenas essa matéria eu ficaria até impressionado, tempos atrás rolaram várias matérias na Java Magazine de um autor conhecidíssimo indicando e popularizando os temíveis VOs, BOs e DTOs, como diz o Shoes, o padrão BOLOVO.
    E isso já na era da inquisição dos Domain Models.
    Existem muitoas revistas aí que sequer deveriam ser compradas, a Caras da informática por exemplo, a INFO, as vezes até tem matéria interessante, mas geralmente é feita para MOBRAL da informática.
    O lance é ficarmos todos com tochas nas mãos esperando uma oportunidade de um massacrezinho nesses autores medíocres e nos editores preguiçosos :)

  2. Jeveaux says:

    Um grande problema, mas muito grande mesmo é a falta de humildade nos profissionais da nossa área. Tem gente que acha que se perguntar alguma coisa pra alguém nessas horas irá algo como: “-Mas poxa, você está escrevendo sobre isso e não sabe?” Quando o que acontece (pelo menos comigo, tanto perguntando quanto respondendo) é justamente o contrário… Daí acabam se auto ridicularizando e publicando um monte de besteiras.

  3. [...] o post anterior, indico um bom livro para quem está querendo entrar na blogosfera ou até mesmo para os blogueiros [...]

  4. <p>Não li o artigo em questão mas infelizmente tanto aqui quanto lá fora o processo para publicar um artigo em uma revista ‘pop’ é muito pouco exigente. Houve um caso recente de ctrl+C/ctrl+V da documentação do Hibernate em uma conceituada revista nacional, por exemplo.</p>
    <p>Quando a coisa chega em OO e coisas mais abstratas é pior ainda, geralmente as pessoas têm uma educação muito ruim na faculdade (seja qual for) e/ou não procuram bons livros ficando com os mais acessíveis (dos livros traduzidos para português de OO que conheço só consigo me lembrar de dois que prestam, e de nenhum nacional).</p>

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